Com toda a justiça e mérito, a nossa equipa principal sucede ao nosso Ferroviário de Nampula, um ano depois de igual feito na Taça de Moçambique.
Para tanto bastaram a goleada, mais uma, por 4-1, na sexta-feira, 21 de Outubro, e a derrota do adversário Costa do Sol (1-2) em sua casa diante da Académica.
Contra aqueles que quiserem contestar este título, o sétimo da história do clube-sede, os seguintes factos servirão de argumentos o bastante: melhor ataque e equipa com mais vitórias ; melhor defesa e equipa com menos derrotas; guarda-redes menos batido; recorde de vitórias nos jogos em casa; vencedor nos confrontos directos entre os grandes do futebol nacional; única equipa que não perdeu em Maputo; treinador e equipa-base da selecção nacional.
Com efeito, quando só falta uma ronda para finalizar sexta edição da Liga Moçambicana de Futebol, os 33 golos marcados e os apenas seis sofridos conferem o melhor ataque e a melhor defesa do campeonato.
Com dez vitórias, apenas um empate, 28 tentos apontados e apenas dois sofridos no Estádio da Machava, a equipa treinada por Artur Semedo alcançou um recorde a que nenhuma equipa chegou perto neste evento e quiçá alguma logrou numa prova regular de doze equipas na história do nosso futebol.
No relvado do Vale do Infulene, só o Maxaquene escapou, por culpa de um remate do nosso goleador Chana que embateu no ferro ao invés de beijar as redes naquela tarde de 4 de Setembro. As restantes dez equipas sairam todas derrotadas e convencidas do poderio da nossa locomotiva.