E que até ousou frequentar cursos correspondentes para bem servir o desporto, de preferência, o desporto-rei.
Era uma vez, na lonjura dos tempos, hummm? Não, alguns bem entendidos na matéria não só duvidaram desse fulano de tal, como também consideraram-no doente mental, cujo melhor sítio para ele e para a humanidade seria o manicómio, onde teria o privilegio de usufruir-se da assistência dos melhores psiquiatras do universo.
Era uma vez, nessa lonjura dos tempos em que só boas, melhores e perspicazes memórias poderiam ter o privilégio de recordar.
Contra tudo e todos, contra o tempo e espaço, o tal PSICOPATA, com letras maiúsculas, não desanimava, prosseguia na sua senda não maléfica, pelo contrário, benéfica, continuava a gritar que ele era a melhor opção no desporto, que era um dos melhores técnicos do nosso Cosmo, que não se preocupava com ditos e mitos, mas sim, com trabalho, suor e lágrimas.
Ele sabia que nunca devia esmorecer para não desmerecer.
O Psicopata, fugitivo dos hospitais psiquiátricos e dos médicos abalizados em psiquiatria, resolveu decididamente pegar nesse Clube não querido e, com espanto de todos, levou-o a CAMPEÃO, com sete letras maiúsculas.
O Mundo, do desporto, é claro, emudeceu!...
Quem sou eu para analisar uma situação não só bicuda, mas também caricata, como o Mundo do desporto? Quem sabe se não sou candidato, também, a psicopata?... É que o mundo gira como a bola é redonda.
Um psicopata
Maputo, 23 de Outubro de 2005
(Texto de Carlos Domingos Simão Matsinhe, pai do 2º Vice Presidente do Clube Ferroviário de Maputo Abel Matsinhe)